Não sei mesmo lidar bem com fins, a menos que seja o fim que um dia todos teremos.
E outra vez me deparo com a frase "o que eu mais temia, aconteceu". Então eu me indago sobre muitas coisas e fico triste por não achar respostas, se houvesse respostas as coisas ficariam mais fáceis eu saberia exatamente onde estaria o problema e se fosse comigo eu consertaria numa boa, porque acho um saco ter que passar pela mesma ladainha.
Engraçado, tudo parece se repetir, só muda alguns sujeitos mas eu continuo na repetição de história.
Digamos que tudo estava bem e fluindo como desejado, a expectativa do encontro que aconteceria em breve aumentara a cada dia, a cada conversa, a cada troca de carinho, mas dai acontece algo totalmente fora dos planos, um inesperado, alguém mais perto, alguém que um dia lhe negara um afago de repente mudou de ideia... engraçado né?

Flor, você está muito distante, o posto que já não te pertencia foi tomado por alguém! Nada você pode fazer.
Todos esses meses de conversas, brincadeiras, confidencias, não foram em vão, você sorrio e até se "apaixonou" enquanto durou, te fez bem é isso que importa, não é mesmo?
Não, não é, porque no fundo nós desejamos nos sentir bem assim pra sempre. Mesmo lembrando das palavras da Cassia Eller, que o pra sempre sempre acaba, acho que ela estava falando de outro acabar, esse que eu disse no início do texto.
No fundo não queremos que ninguém tome de nós o nosso brinquedo, nossa razão de querer chegar logo em casa pra contar as novidades, nosso motivo de risos madrugada a dentro. E é claro que não nos adaptamos tão rápido a uma mudança tão repentina, tudo mudou de um dia pro outro e aquelas palavras carinhosas, cuidado e a nossa maneira de conversar como sempre, já não estavam lá, esvaiu, foram para o espaço , está tudo como se nada daquilo tivesse dito por tantos dias por tantas horas seguidas.
Não acho respostas, e mais uma vez me culpo por esse sumiço de palavras e gestos.
Sim, creio que meu jeito de ser assusta as pessoas, isso dói.


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